Diversificação dos meios de subsistência e redundância nas populações costeiras da África Oriental

Ao longo da costa da África Oriental, as famílias dedicam-se frequentemente à pesca de pequena escala como meio de diversificar os seus meios de subsistência, o que pode também incluir o trabalho nos setores do turismo e da agricultura ou o emprego ocasional.

Small-scale fisheries in East Africa

Joshua Cinner/Azote

Apesar da especialização numa única atividade oferecer melhores possibilidades de maximizar o rendimento total, as famílias que possuem várias alternativas de subsistência tendem a ser mais resilientes, principalmente quando as diferentes atividades não são afetadas pelas mesmas perturbações (i.e. as diferentes atividades propiciam a diversidade de resposta e redundância em termos de opões de subsistência). Por exemplo, os agregados familiares com várias fontes de subsistência podem continuar a exercer a pesca na eventualidade de uma contração no setor do turismo. Isto oferece um certo nível de resiliência face a perturbações numa fonte de subsistência particular. A diversidade de fontes de subsistência proporciona também maior flexibilidade perante o declínio de meios de subsistência como a pesca. Está provado que no Quénia, Tanzânia, Seicheles, Ilha Maurícia e Madagáscar os pescadores das zonas costeiras são mais suscetíveis de abandonar a atividade em resposta à redução das capturas se pertencerem a agregados familiares que dispõem de um conjunto diversificado de fontes de subsistência. Esta flexibilidade de meios de subsistência além de aumentar a resiliência das famílias individualmente, reduz também a pressão nas partes do sistema que produzem um serviço ecossistémico particular, como a pesca, reforçando desse modo a resiliência.