Glossário

GESTÃO ADAPTATIVA: Abordagem de gestão que enfatiza a aprendizagem e aplica a experimentação estruturada em combinação com a flexibilidade para promover a aprendizagem.

COGESTÃO ADAPTATIVA: Associa a aprendizagem (experiencial e experimental) e a colaboração com vista a facilitar processos de governação eficazes.

GOVERNAÇÃO ADAPTATIVA: Articula indivíduos, organizações, órgãos públicos e instituições a vários níveis organizacionais. Os sistemas de governação adaptativa estão muitas vezes organizados sob a forma de redes sociais. Grupos de atores criam ambientes de aprendizagem e aproveitam diferentes sistemas de conhecimento e experiências para dar resposta a questões ambientais complexas.

SERVIÇOS ECOSSISTÉMICOS: Os benefícios que os ecossistemas geram, tais como, bens e produtos (e.g. água, culturas agrícolas), processos reguladores do ambiente (e.g. regulação de cheias e do clima) e outros benefícios não materiais de caráter recreativo, estético e espiritual.

REDUNDÂNCIA FUNCIONAL: A presença de espécies ou de elementos constituintes de um sistema suscetíveis de se compensarem mutuamente do ponto de vista funcional.

INSTITUIÇÕES: As normas e regras que regem as interações humanas. Podem ser formais, como as regulamentos e as leis, mas também informais, como as normas e as convenções sociais.

SISTEMA ADAPTATIVO COMPLEXO (CAS): Sistema de componentes interligados com capacidade de se adaptar e auto-organizar em resposta a perturbações internas e externas e à mudança.

CONECTIVIDADE: O modo e o grau com que os recursos, as espécies ou os atores sociais se dispersam, migram ou interagem nas paisagens ecológicas e sociais.

VARIÁVEL LENTA: Uma variável cujo ritmo de mudança é lento relativamente aos ciclos de produção e gestão dos serviços ecossistémicos e, por isso, é frequentemente considerada como uma constante.

MODELOS MENTAIS: As estruturas cognitivas dos seres humanos nas quais se baseiam o raciocínio, a tomada de decisões e o comportamento.

DIVERSIDADE: Inclui três aspetos interrelacionados: variação (número de componentes diferentes), equilíbrio (número de componentes do mesmo tipo) e disparidade (como os diferentes componentes se diferenciam uns dos outros).

INSTITUIÇÕES ῾ANINHADAS᾽ (nestled institutions): Estão ligadas e interagem a vários níveis e estruturas para que problemas ou desafios possam ser resolvidos em diferentes escalas temporais e geográficas pela pessoa certa na altura certa.

POLICENTRICIDADE: Um sistema de governação com múltiplos órgãos de decisão em interação com autonomia para estabelecer e implementar regras dentro de uma área política ou geográfica específica.

RESILIÊNCIA: A capacidade de um sistema – seja uma paisagem, uma zona costeira ou uma cidade – lidar com a mudança e continuar a desenvolver-se. Exprime a capacidade de resistir a choques e perturbações – e.g. crises financeiras – ou de utilizar esses acontecimentos como elemento catalisador da renovação e inovação.

DIVERSIDADE DE RESPOSTA: Variação da capacidade de resistência a tensões entre os componentes que exercem uma determinada função num sistema. Num ecossistema, uma elevada diversidade de respostas significa que existem múltiplas respostas às mudanças no meio ambiente circundante entre as espécies funcionalmente semelhantes.

ESCALA: Amplitude e/ou resolução de um processo ou análise, ou o nível de organização de um fenómeno ou processo, e.g., campo, exploração agrícola, região, país. Várias escalas referem-se à análise ou ao processo de dois ou mais níveis de organização; as escalas superiores têm em conta múltiplas escalas no tempo e/ou no espaço e incidem sobre o modo como interagem.

SISTEMA SOCIOECOLÓGICO: Um sistema interligado composto por seres humanos e natureza que constitui um sistema adaptativo complexo com componentes ecológicos e sociais que interagem dinamicamente através de diferentes mecanismos de retroação.

MECANISMO DE RETROAÇÃO: Um mecanismo, processo ou sinal que incide sobre e influencia a parte do sistema que iniciou o mecanismo ou processo ou que emitiu o sinal.